e-Learning: o processo de aprendizagem em tempos de coranavirus

Dezembro de 2019 ficou marcado pelo início da pandemia provocada pela Covid-19, também conhecida por Coronavirus e, desde então, a sociedade foi forçada a adaptar-se às medidas que os governos começaram a impor com o intuito de travar o avançar da curva epidemiológica do vírus.

A situação que vivemos está a afetar a cada vez mais setores e o que está a provocar uma crise que tem levado a grandes transformações, especialmente no ensino, tendo conduzido a que milhares de escolas e universidades se tenham visto obrigados a fechar as suas aulas, afetando a mais de 177 milhões de estudantes.

Como consequência, a necessidade de um novo sistema de formação que abranja todos os aspetos da educação tradicional colocou em destaque a implementação e utilização quotidiana do e-learning: uma metodologia que, apesar de que em alguns âmbitos académicos já se utilizava, aumentou consideravelmente ao longo de 2020.

Um exemplo é o caso da Ana, aluna de Divulgação Dinâmica que aproveitou o estado de emergência para complementar a sua licenciatura em psicologia na UAB com o Curso de PHDA: Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção: “Por falta de tempo nunca podia fazer cursos para complementar a minha formação, dado que a Universidade ocupava grande parte do meu dia, mas com o confinamento vi a oportunidade perfeita”, conta. “O melhor é que posso estudar quando quiser, às vezes até leio os temas enquanto estou à noite no sofá”, termina entre risos.

O que é o e-learning?

E-learning significa aprendizagem electrónica, constituindo uma modalidade de aprendizagem interativa e à distância que faz uso das novas tecnologias multimédia e da Internet, cujos recursos didáticos são apresentados em diferentes suportes, e em que, no caso de existir um formador, a comunicação com o formando se efetua de forma síncrona (em tempo real) ou assíncrona (com escolha flexível do horário de estudo) (Porto Editora).

Nos últimos anos, o e-learning tornou-se muito popular, mas este sistema educativo assumiu uma maior importância com a pandemia. Muitos investigadores incluem o e-learnig dentro da transformação digital que vive a sociedade atual, a qual passou a ser necessária, tendo afetado a também a forma de consumir conteúdos educativos.

Maria é uma jovem estudante afetada pela interrupção das aulas na sua escola secundária que considera que “a educação se adaptou bem ao sistema de formação online, agiu rapidamente e adoptou o método de ensino digital perante a necessidade causada por esta situação”, afirma. “Não sabemos quanto tempo isto vai durar e, para não paralisar tudo, o e-learning parece muito efetivo e, principalmente, está a dar bons resultados”.

Portanto, pode-se afirmar que a formação online significou uma mudança drástica nos nossos hábitos de estudo mais comuns até agora e que põe em cima da mesa um novo cenário no qual o ensino se faz de forma remota através de plataformas digitais, o que implica uma série de benefícios e vantagens muito significativas.

Vantagens da formação online

  • Poupança de tempo. Muitas pessoas que escolhem a educação online já tinham interesse em tirar um curso universitário ou uma especialização, mas a falta de tempo afastava-as da Universidade. A formação online respeita a disponibilidade de tempo dos alunos, sendo eles que decidem em que momento do dia ou da semana podem estudar. “Graças à formação online pude compaginar o curso com o horário de trabalho, dedicando-lhe um tempo durante o fim de semana”, explica o nosso aluno Pedro, licenciado em Educação e aluno do Curso de O Método de Montessori (de 0 a 6 anos). “Se não tivesse sido um curso online, não o poderia ter feito, sinceramente.”, conclui.
  • Facilidade de acesso. Com o e-learning, os estudantes podem ter acesso a cursos de formação adaptando-se à sua agenda. Deste modo, podem aceder aos conteúdos do curso as 24h por dia desde qualquer dispositivo. Por exemplo, se o material didático se divulga através de um podcast, é possível ouvi-lo no caminho para o trabalho; se está num documento PDF, pode ler o mesmo enquanto se desloca transporte público.
  • Acompanhamento personalizado. A relação entre aluno e docente costuma estar condicionada pelo elevado número de estudantes que o professor tem de atender. Com a educação online, cada aluno tem um tutor que lhe dá apoio, lhe presta assessoramento e resolve as suas dúvidas de forma personalizada. Deste modo, o docente pode fazer um acompanhamento mais completo e rigoroso do estudante.
  • Conteúdos atualizados. Dado que grande parte do conteúdo disponível nas plataformas educativas são materiais didáticos em formato digital (textos, apontamentos, vídeos…), é possível acrescentar, modificar ou atualizar os arquivos de uma forma mais simples e com uma maior brevidade para que os alunos tenham à sua disposição o material atualizado.
  • Internacionalização geográfica. Um dos grandes benefícios da formação online e que leva a que cada vez mais pessoas apostem pela mesma é que não existem barreiras geográficas, isto é, o aluno pode ver a oferta educativa de diferentes zonas do mundo, independentemente do lugar em que reside. Muitos estudantes aproveitam esta característica. “Eu, por exemplo, estou a estudar espanhol à tarde através de Skype e um dos meus professores dá-nos as aulas desde Sevilha”, relata Marco, um rapaz de Setúbal que adora idiomas e que está a poder aprender um novo graças à internacionalização própria de Internet.

Concluindo, é possível afirmar que o e-learning é uma solução eficaz a um dos grandes problemas originados por esta crise de saúde internacional. Assim, tornou-se uma ferramenta fundamental que facilita o processo de aprendizagem a um grande número de pessoas que, de outro modo, não poderiam continuar a melhorar os seus perfis académicos e profissionais. Mesmo que o mundo páre, a formação online segue o seu caminho.