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A brecha digital, uma dificuldade acrescida em tempos de coronavírus

Em Portugal, milhares de estudantes foram afetados pelo fecho dos estabelecimentos de ensino. Para mitigar a falta de carga letiva correspondente a tantas semanas ausentas das aulas, tem-se vindo a realizar, em linhas gerais, um seguimento através das novas tecnologias. Contudo, as famílias que dispõem de menos recursos económicos têm uma menor capacidade de acesso às mesmos e, portanto, os seus filhos são mais vulneráveis a nível educativo neste afastamento forçoso das aulas devido ao isolamento social provocado pelo coronavírus.

A brecha digital em contextos familiares mais desfavorecidos pode aprofundar ainda mais noutros fatores fundamentais para manter a aprendizagem desde casa, tais como a gestão de tempo e do stress, o domínio do idioma, a capacidade para manter uma rotina, a preparação académica dos pais para continuar estimular a formação ou a curiosidade ou simplesmente as sua habilidades cognitivas ao servir de apoio educativo aos seus filhos. Questões que podem gerar sentimentos de frustração, esgotamento, impotência ou resignação no melhor dos casos e provocar ao mesmo tempo conflitos no seio familiar.

Como avisou a UNESCO, a redução das horas letivas influência de uma forma evidente na queda do rendimento escolar. Por isso, é tão importante que sejam os pais em casa que, dentro destas circunstâncias excecionais de isolamento social, reforcem e estimulem a aprendizagem dos seus filhos através de estratégias compensatórias. Uma atenção especial que pode ver reduzida a sua complexidade se se realiza através de canais tecnológicos, por el o tipo de suporte mais interativo e mais atraente para as crianças e que, além do mais, permite uma comunicação muito mais fluída com os professores.

Contudo, nem todos os estudantes têm um computador, uma tablet, ou acesso ilimitado à Internet ou um smartphone com o suficiente volume de dados para poder continuar a sua formação virtualmente. Neste sentido, para diminuir o efeito causado pela inegável brecha digital, alguns docentes propuseram medidas tais como, distribuir os computadores portáteis que ficaram nos estabelecimentos de ensino entre os alunos com mais necessidades ou a possibilidade de que as empresas de telecomunicação ofereçam pacotes de dados gratuitos paras a linhas destas famílias.

De destacar o projeto #SomosSolução criado pelo professor Vítor Bastos, com vista a fazer face a este problema, criando uma ponte que faz a ligação entre os estabelecimentos de ensino que identificam as situações de carência e todos aqueles que queiram ajudar a que esses alunos com necessidades disponham das ferramentas necessárias para poder aceder à atividade letiva virtual (Fonte: Sábado.pt).

Também o Governo tomou a iniciativa, inspirada na antiga “Telescola”, de oferecer aulas através da televisão pública período para os alunos do ensino básico.

O isolamento social de milhares de estudantes durante tanto tempo pode provocar um deficit escolar preocupante, severo e de difícil situação para as crianças mais desfavorecidas. Mais um obstáculo que se soma à difícil situação que todos estamos a passar e que se vê sensivelmente acentuado pela brecha digital e pelas diferenças que esta provoca entre as famílias de maiores e menores rendimentos no acesso às novas tecnologias que são as que melhor podem compensar a ausência da formação atual.

Em resumo, o coronavírus e a sua gestão não afeta apenas à saúde, estando também a aumentar a desigualdade a nível educativo.

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