8 Doenças que podem melhorar com a Musicoterapia

São muitas as pessoas que se refugiam na música e que encontram na mesma uma espécie de antídoto para situações adversas ou para alguns dos seus problemas. A música ativa muitas partes do nosso cérebro mais do que qualquer outro estímulo e tem efeitos muito poderosos e muito benéficos sobre o corpo humano. É por isso que, cada vez mais, a musicoterapia é utilizada como parte importante do tratamento nas doenças de diferentes tipologias.

A musicoterapia baseia-se na utilização da música e dos seus elementos por parte de um musicoterapeuta qualificado, a nível individual ou em grupo, com finalidade de melhorar a saúde a nível físico, social, comunicativo, emocional ou intelectual das pessoas.

Não obstante, a música também favorece o bem-estar dos pacientes que padecem algumas doenças. Segundo vários estudos científicos recentes, a utilização da música melhora e ajuda a estabilizar os parâmetros fisiológicos e emocionais.

8 doenças que podem melhorar com a utilização da música

Cuidados paliativos

Graças à música, os pacientes que requerem este tipo de cuidados tão específicos e delicados conseguem diminuir o seu nível de ansiedade, depressão e insónias, o que implica que a necessidade de tomar calmantes e que o seu nível de vida melhore, sempre dentro das possibilidades.

Neste sentido, já existem diferentes fundações e ONG que levaram a musicoterapia a milhares de hospitais. O objetivo desta terapia através da música é atender às necessidades cognitivas e emocionais, tendo em conta também a saúde mental dos familiares das pessoas doentes e internadas.

Doenças neurológicas

A música incentiva o movimento e, portanto, origina e propicia uma conexão com as melhorias motoras. Apesar de que a musicoterapia ajuda em diferentes perturbações neurológicas, uma das que mais se beneficia das vantagens da sua estimulação é a doença de Alzheimer.

Cancro

As terapias com música nos serviços de oncologia podem ter um impacto positivo na dor, ansiedade, perturbações do estado de ânimo e qualidade de vida nos pacientes com cancro. As intervenções com musicoterapia facilitam o apoio psicossocial essencial para ajudar os pacientes a encarar esta patologia.

Síndrome de Down

A autoestima das crianças com Síndrome de Down costuma ser baixa dado que sentem que não têm a força necessária para realizar certas ações. Consequentemente, quando começam a tocar algum instrumento musical, começam a ganhar destreza e vão melhorando a autoestima através da música.

Perturbações do Espectro do Autismo

A musicoterapia em crianças com PEA facilita a expressão daquilo que não podem dizer com palavras. Além do mais, a música melhora a comunicação com as famílias, a expressão de sentimentos e o controlo da crise. Isto é assim porque a música e a linguagem estão diretamente relacionadas.

Desenvolvimento neurológico

Desde que nascemos, vivemos rodeados de música, o que implica muitos benefícios para o desenvolvimento neurológico. A música não só ajuda na fluidez verbal, no raciocínio não verbal, na lateralidade e no desenvolvimento da memória, também permite equilibrar o desenvolvimento de ambos hemisférios cerebrais. Uma série de vantagens que faz com que sejam cada vez mais os centros infantis que oferecem, fomentam e implementam a musicoterapia nas suas aulas.

Cuidados neonatais

A musicoterapia tem sido introduzida nos hospitais desde o início do séc. XXI para ajudar os bebés em todas as suas funções vitais. Os lactantes menores de 6 meses que nascem em estados críticos, precisam de cuidados muito específicos que, graças à música, se podem tornar mais suportáveis.

Gravidez de risco

A musicoterapia é utilizada em grávidas com o objetivo de lhes proporcionar relaxação e para fazer exercícios de respiração e de preparação para o parto. O cérebro da grávida recebe a música como uma recompensa e ajuda as futuras mães, principalmente aquelas que estão a passar por uma gravidez de risco, a conseguir descontrair-se ou expressar os seus sentimentos de uma forma tranquila e repercutir deste modo de uma forma positiva no bem-estar dos seus bebés.

Todos já experimentámos algum dos benefícios que a música pode proporcionar, seja em algum dos casos supra citados, seja simplesmente no nosso estado de ânimo do dia a dia. Todos nós já nos refugiamos na música num dia triste e celebrámos algum conhecimento alegre ou importante nas nossas vidas a ouvir a nossa música favorita. A música alivia a dor e transporta-nos para outros estados mentais nos quais é mais simples despejar as nossas ideias, recuperar o ânimo caído ou enfrentar os nossos problemas, adversidades ou doenças.

FORMAÇÃO RELACIONADA: Curso de Princípios da Musicoterapia